segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

2b? Nt2b? ???


Clássicos britânicos traduzidos em linguagem SMS

As principais obras da literatura britânica foram traduzidas para linguagem de SMS, como forma de ajudar os estudantes do Reino Unido a rever a matéria para os exames. O serviço condensa clássicos como «Orgulho e Preconceito» ou as peças de Shakespeare.
Frases emblemáticas como o clássico «Ser ou não ser, heis a questão» («To be or not to be, that is the question»), de Hamlet, foram transformados em «2b? Nt2b? ???». Uma tradução que, de acordo com o professor John Sutherland, da Universidade de Londres, demonstra a capacidade dos SMS de apreender os principais pontos de uma história».
O projecto foi criado pelo serviço de telemóveis dot.mobile e conta com a ajuda deste académico, que traduziu as obras. Para Sutherland, o serviço abre todo um leque de oportunidades a nível pedagógico.

Diário Digital 17.11.2005

Italiano lança livro de ficção escrito em celular

Um italiano decidiu usar seu celular para escrever um romance durante sua jornada diária para o trabalho. Robert Bernocco, profissional de tecnologia informação, aproveitou o tempo de deslocamento para o trabalho e dele para casa para escrever o livro de ficção científica de 384 páginas "Compagni di Viaggo" ("Companheiros de Viagem"). Ele usou para isso seu celular Nokia equipado com o sistema de digitação T9.
Realmente foi uma questão de administração de tempo. Ele tinha o livro dentro dele e queria escrever, mas percebeu que simplesmente não tinha tempo para sentar diante de um computador para fazer isso", disse Gail Jordan, diretor de relações públicas da editora Lulu.com.

Escrevendo em italiano, em vez de usar abreviações comuns de mensagens de texto, Bernocco dividiu o manuscrito em parágrafos curtos e depois os transferia para um computador onde podiam ser editados.
"Há alguns anos eu iria penar para encontrar tempo e uma editora que me permitissem criar este livro", disse Bernocco em comunicado. "Graças ao meu Nokia e à Lulu eu me orgulho de ser um escritor com livro publicado."
A Lulu.com tem mais de um milhão de membros registrados e foi criada pelo empresário canadense Bob Young para publicar livros, vídeos e conteúdos multimídia com a ajuda da Internet. Há cerca de 323 mil itens disponíveis na Lulu.com. O livro de Bernocco ocupa o lugar de número 19.720 em termos de vendas e pode ser comprado por US$ 17,38.

Portal TERRA, 27.07.2007

domingo, 22 de fevereiro de 2009

SMS: a história de uma ideia que mudou a comunicação moderna

Primeiros SMS serviam apenas para alertar de problemas na rede

Há 15 anos era impensável uma guerra de SMS como a que envolveu recentemente Marques Mendes e Luís Filipe Menezes, tentando mostrar quem foi o responsável pela ideia das eleições directas para a liderança do PSD. Era impensável porque as mensagens de texto conhecidas por SMS (de short message service ou serviço de mensagens curtas) enviadas por telemóvel tinham acabado de ser inventadas.O nascimento do SMS, que permite criar uma mensagem até 160 caracteres (incluindo espaços), é comemorado em duas fases. O primeiro envio de uma mensagem de texto para um telemóvel foi feito a partir de um computador a 23 de Julho de 1992.

A primeira mensagem comercial entre telemóveis só foi realizada a 3 de Dezembro desse ano. Dessa primeira mensagem pouco se sabe, excepto que foi enviada pelo engenheiro Neil Papworth (as opiniões dividem-se se a partir do Sema Group ou da Airwide Solutions), através da rede da Vodafone, para um director desta operadora no Reino Unido, Richard Jarvis. Desejava-lhe antecipadamente um bom Natal (Merry Christmas). Já a primeira mensagem comercial foi enviada por Riku Pihkonen, estagiário da Nokia.Pensado inicialmente como um sistema paralelo para alertar o utilizador do telemóvel para novos serviços ou receber mensagens de aviso de problemas na rede, o SMS não era apelativo para as operadoras - não só porque tinham as suas receitas preferenciais na voz, como não imaginavam que alguém quisesse optar por escrever mensagens num minúsculo teclado quando podia falar pelo aparelho.Nestas condições, não admira que o SMS só tenha descolado comercialmente a partir de 1999, quando as operadoras telefónicas permitiram a circulação de SMS entre redes diferentes.

Em paralelo, com a introdução de sistemas de pagamento mais atractivos (como o pré-pago), o telemóvel generalizou-se junto das camadas jovens que, para pouparem uns tostões, optaram pelas acessíveis mensagens e surpreenderam as operadoras - bem como os puristas que rapidamente viram o descalabro em que a escrita neste meio se tornou e alastrou ao ambiente escolar. As frases eram condensadas para permitir um envio mais rápido.O serviço estava delineado desde 1985 quando foi integrado nas especificações da norma GSM que as redes de telemóveis europeias utilizam. Já a paternidade das SMS é duvidosa. Cor Stutterheim, presidente da empresa CMG, revelou em 2002 ao diário The Guardian que a empresa criou esta tecnologia para as operadoras "alertarem os seus clientes sobre coisas como problemas com a rede". A tecnologia "não foi pensada para comunicação entres consumidores". Acision assume ter criado o primeiro sistema de gestão das mensagens (SMSC ou short message service center), que apenas conseguia gerir 10 envios por segundo. Segundo a empresa, que assegura "processar mais de metade de todo o tráfego global de SMS", o primeiro contrato foi assinado com a operadora escandinava Telenor e só em 1999 se atingiu o envio de 500 mensagens por segundo.Em 1995, a média de SMS enviados por utilizador de telemóvel era de 0,4 mensagens, número que subiu para 35 em 2000.

O virar do século contribuiu, por outras razões, para o sucesso deste tipo de comunicação quando surgiram programas televisivos como o "Big Brother" que convidavam os espectadores a interagir pelo telemóvel.Em 2001, atingiram-se os 250 mil milhões de mensagens enviadas quando se apontava então para 500 milhões de clientes de redes GSM. Segundo a União Internacional das Telecomunicações (ITU), o valor global destas mensagens ultrapassou os 80 mil milhões de dólares em 2006. Actualmente, calcula-se que são processadas 7000 milhões de mensagens por dia e os sistemas de gestão de envios atingem as 16 mil mensagens por segundo.O sucesso das SMS pode ser condensado no anúncio, realizado no final de Julho, de que o SMS Forum (organização cuja missão era "desenvolver, acelerar e promover as SMS") vai desaparecer até final do ano.

Pedro Fonseca, Diário de Notícias, 31.08.2007

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Editora promove livro via SMS

A editora inglesa Random House resolveu buscar novos leitores a partir de celulares, oferecendo aos consumidores a chance de ler gratuitamente o primeiro capítulo do manual de negócios Life´s A Pitch através de mensagens SMS.
O site inglês NMA afirma que a divulgação é resultado de uma parceria com a ICUE, companhia britânica focada em conteúdo escrito digitalizado para celulares. Junto ao oferecimento gratuito da prévia do livro, os consumidores receberão um desconto de 40% na compra do manual nas livrarias.

Alguns sites, como o Gizmóvil, são céticos quanto à novidade, já que muitos usuários se sentem incomodados ao ler documentos em monitores ou pequenas telas de celulares. Muitos usuários se perguntam quantas mensagens seriam necessárias para que o capítulo completo fosse recebido em um aparelho.
Porém, uma pesquisa na Wikipédia aponta que o modelo de negócio normalmente utilizado pela ICUE é um pouco diferente. Através do download de um aplicativo Java baixado para o celular, os usuários podem acessar uma biblioteca virtual enviando uma mensagem instantânea para um número da operadora. O site do livro, no endereço lifesapitch.uk.com, diz que para solicitar o primeiro capítulo gratuitamente, os interessados deverão mandar uma mensagem SMS para um número determinado, com a palavra "pitch".


Portal TERRA, 12.03.2007

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Site oferece livros em pequenas porções via celular


Como é que temos tempo para lidar com centenas de e-mails a cada dia mas nunca nos restam os preciosos momentos necessários para ler um bom livro? É isso que Albert Wenger e Susan Danziger estão tentando remediar com o DailyLit, um novo site para as pessoas que, apesar da pressa, apreciam a literatura.
No http://www.dailylit.com/, o usuário assina para receber porções diárias, via e-mail, de centenas de livros que estão em domínio público. O leitor pode escolher o horário de envio e a periodicidade (todos os dias de semana à meia-noite, por exemplo), e o DailyLit manterá a caixa de mensagens abastecida com doses gratuitas de Dostoiévski ou Dickens, que podem ser lidas em cinco minutos. Pode-se ler A importância de ser sério, de Oscar Wilde, em 28 trechos enviados por e-mail, por exemplo, ou "A origem das espécies", de Charles Darwin, em 205 porções de fácil digestão.


O site atraiu cerca de 100 mil assinantes desde que entrou em operação, em maio, e está acrescentando novos títulos em francês, italiano, espanhol e, dentro em breve, em alemão, o que vai permitir que os usuários desfrutem dos textos de Voltaire, Dante, Cervantes e Goethe no original. O DailyLit também planeja oferecer livros modernos, cobrando cerca de US$ 5 pelo acesso a eles (abaixo do preço de um livro de bolso, apontou um porta-voz), e planeja começar a distribuir aulas de idiomas da Berlitz via e-mail, talvez por volta do quarto trimestre.
É animador ter acesso a velhos favoritos como "O castelo encantado", de Edith Nesbit, publicado em 1907, em porções para leitura rápida. O DailyLit encontrou uma maneira nova de distribuir o conteúdo disponível há anos em outros sites, como o Project Gutenberg. Mas nenhum desses acervos de clássicos em domínio público conseguiu até agora resolver o problema da motivação do leitor.

Desde que conheci Dublin, no ano passado, estou com uma versão de "Retrato do artista quando jovem, de James Joyce, carregada em meu celular, equipado com o software da eReader necessário a propiciar uma leitura confortável. Mas ainda não me animei a começar a leitura. Talvez, dividir o livro em 103 pequenos trechos venha a ajudar. Por outro lado, as mensagens literárias talvez sirvam para aumentar ainda mais o acúmulo de conteúdo não utilizado na minha caixa de mensagens.


Victoria Shannon (Herald Tribune/Portal TERRA), 12.07.2007

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Uma em cada cinco pessoas já 'traiu' por SMS, diz pesquisa


Uma em cada cinco pessoas admitiu já ter flertado fora do seu relacionamento usando mensagens de texto via celular, em uma pesquisa feita em oito paises europeus e asiáticos.
Os malaios foram os campeões das gracinhas via SMS - 40% deles disseram ter enviado torpedos sem seus parceiros saberem, mostrou o levantamento.
A pesquisa, conduzida pela empresa de tecnologia de informação LogicaCMG, ouviu mais de 8,5 mil pessoas nas Filipinas, Malásia, Indonésia, Cingapura, Rússia, Itália, Grã-Bretanha e Alemanha.
Em média, 12% dos relacionamentos nesses países começaram com uma mensagem de texto. Na Itália, um em cada três relacionamentos começou desta forma, afirma a pesquisa.
Enquanto um em cada dez cingapurianos já utilizaram o serviço de mensagens do celular para terminar seu relacionamento, essa proporção é de apenas 3% na Alemanha.

Germânicos também são os que mais confiam em seus parceiros ¿ apenas 7% deles disseram ter checado o celular do parceiro para descobrir mensagens 'suspeitas', contra uma média global de 20%.
A coordenadora de marketing da LogicaCMG, Jayne Chace, disse que, hoje em dia, existe "grande profundidade de emoções no simples ato de mandar e receber alguns caracteres de texto".
"As pessoas reagem profundamente quando o telefone alerta que chegou uma mensagem." A pesquisa mostrou que uma em cada seis pessoas prefere receber uma mensagem que um cartão ou uma caixa de chocolates no Dia dos Namorados.
A proporção é maior nas Filipinas, onde uma em cada três mulheres disse preferir um torpedo romântico para comemorar a data especial.

BBC Brasil, 14.02.2007

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Rui amt mto, mto mto


Declaração de amor em linguagem SMS

Rui amt mto, mto mto... Ex tdo pra min... Amt t mto, mto mto mto!!!!!!! Max mexmo mto mto mto!!!! Dexkulpa ter exkecido a data!!!!!!Amt mto mto mto mexmo!!!

Posted by letterstoelise at abril 18, 2005 11:44 AM

Comments
O Amor é mesmo lindo, há que aproveitar! Boa Semana! Posted by:
Anjinho at abril 18, 2005 11:58 AM
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Ah, obrigada! :D Sim, é verdade, o amor é WINDUH! Posted by: Elise at abril 18, 2005 01:58 PM
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Bem...o meu filho (só tem 15 anos) envia-me msg assim, para o ir buscar à escola! A primeira vez, que as li, fiquei "doida"... ai que o miúdo não sabe escrever português... Não sejas "cota" Mãe... é assim que se escreve! E esta, hem? Abraço ;-) Posted by:
Menina_marota at abril 18, 2005 04:02 PM
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Lol Menina! Acho que eles escrevem kota! ahh... Mas será este o futuro da língua portuguesa? Há umas horas falei com um amigo francês e ele disse que nos exames universitários pedem aos alunos para escreverem em francês normal e não em francês sms... E esta hein??? Posted by: Elise at abril 18, 2005 04:05 PM
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Eu aceito as desculpas em forma de lasagna! Posted by:
Rui Dias at abril 18, 2005 06:51 PM
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Respigado daqui

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O que dizem as suas SMS


Revista "Maria", 15.02.2009
Serviço de Clipping da MEDIA MONITOR (Marktest)
Recorte disponível aqui

Etnolets: Jovens da Cova da Moura criam nova forma de falar

«Wereo», «tuíscas», «roots» e «whatever» são algumas palavras que fazem parte do crioulo falado entre jovens nas ruas da Cova da Moura, em Lisboa, uma maneira própria de falar que está constantemente a evoluir e resulta de várias influências.
Muito do crioulo que se ouve falar quando se sobe pela Rua 08 de Dezembro, uma das entradas principais para o bairro Cova da Moura, dificilmente seria entendido em Cabo Verde, país de onde a maioria dos jovens que ali vivem e suas famílias são originários.
Na sua maioria nascidos em Portugal, poucos destes jovens conhecem Cabo Verde e aprendem a falar o crioulo através dos pais ou na rua, acabando por adaptá-lo à pluralidade da suas identidades e ao contexto em que vivem.
«O crioulo que falamos antes de ser de rua aprendemo-lo em casa. Com amigos é diferente: utilizamos palavras que surgem no dia-a-dia, que vamos assimilando e pondo em prática», explica à agência Lusa Kromo di Ghetto, cabo-verdiano de 25 anos.
«É uma mistura que resulta da música que ouvimos, das influências do português, inglês e francês.

Leia o artigo na íntegra
Diário Digital / Lusa, 21.02.2008

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Software prevê quais palavras irão desaparecer


Cientistas britânicos identificaram algumas das palavras mais antigas do idioma inglês, entre as quais estão o "I" (eu), "we" (nós), "two" (dois) e "three" (três), a partir de um software que também prevê os termos que se extinguirão com mais rapidez.
O programa, elaborado pela Universidade de Reading, sudeste da Inglaterra, permite conhecer a evolução das palavras do inglês e dos demais idiomas com uma raiz comum indo-européia, que são a maioria das que são faladas desde a Índia até Europa Ocidental.
O software pode prever também algumas das palavras com maiores possibilidades de estar em vias de extinção, que, no caso da língua inglesa, são "squeeze" (aperto), "guts" (tripas), "stick" (graveto) e "bad" (mau), entre outras.

Os pesquisadores de Reading, dirigidos pelo biólogo especializado em evolução Mark Pagel, utilizaram um computador da universidade para fazer um acompanhamento exaustivo no tempo das palavras e de suas relações com termos de outras línguas.
Desta forma, conseguiram desenvolver estimativas sobre o tempo que leva para uma determinada palavra ancestral se distanciar e ser usada para o mesmo conceito por duas ou mais línguas distintas.
Essas estimativas foram integradas em um algoritmo
, que permite conhecer matematicamente as palavras usadas em uma determinada data do passado e as que serão empregadas no futuro.
O programa oferece uma lista de palavras que não variaram muito desde sua raiz ancestral comum, palavras que oferecem sons similares às das "descendentes" modernas e cujos significados podem, portanto, ser reconhecíveis só pelo som.
No entanto, o modelo não pode identificar termos que existiram e que já se extinguiram e só pode sugerir, sem garantia de acerto total, como soaria uma palavra de hoje mil anos atrás.
A principal descoberta da investigação é que a freqüência com a qual uma palavra é usada e a permanência nas diferentes línguas evoluídas por causa de uma fala comum derivam em sua duração no tempo sem mudanças significativas, de modo que as mais comuns são, em linhas gerais, as mais antigas.
Outras palavras mudam muito rápido e são substituídas por outras, como por exemplo "dirty" (sujo), da qual, atualmente, existem 46 variantes nas línguas indo-européias, algo que também ocorre com as citadas "stick" (graveto) e "guts" (tripas).
Os verbos, constataram os pesquisadores, também tendem a mudar com rapidez, de modo que "push" (empurrar), "turn" (girar), "wipe" (enxugar) e "stab" (apunhalar) estão na lista dos termos que não serão empregados no inglês dentro de mil anos.


Na foto: Mark Pagel

EFE/Portal Terra, 26.02.1009