Novas palavras são incorporadas ao nosso vocabulário diariamente. Entretanto, outras acabam caindo em desuso. Para evitar isso, um site estimula a adoção de uma palavra pouco utilizada para que ela não suma do dicionário, noticiou o Lifehacker. O "Save the Words" é uma iniciativa da Oxford University Press, que relata que centenas de palavras da língua inglesa já estão extintas e sequer são reconhecidas pelo corretor ortográfico dos programas de edição, como o Microsoft Word ou o navegador Firefox.
Para encontrar que termos devem figurar no site, dicionaristas passam horas pesquisando o uso de palavras, e selecionando aquelas que foram esquecidas pela sociedade.
Ao navegar pelo site, centenas de palavras são dispostas na janela do navegador, como se fossem uma colagem de recortes de revistas. Ao passar o mouse sobre cada uma delas, as palavras "gritam" pelo alto-falante do PC, chamando o internauta para que as adote.
Após escolher uma palavra, é necessário se registrar no site, prometendo utilizar a palavra em conversas e correspondências o maior número de vezes possível. Um certificado de adoção é emitido após o procedimento.
Além de evitar que as palavras morram, o site estimula uma renovação no vocabulário, fazendo com que seus visitantes conheçam mais a respeito do significado de palavras pouco utilizadas. Para acessar o site, basta entrar em savethewords.org.
Magnet/Portal Terra, 04.02.2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola.primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas. Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiuassertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver??? O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e merdas de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?
Composição de um aluno do CEF-9.º Ano
Texto que circula por e-mail. Autoria desconhecida, podendo também duvidar-se da sua autenticidade.
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiuassertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver??? O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e merdas de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?
Composição de um aluno do CEF-9.º Ano
Texto que circula por e-mail. Autoria desconhecida, podendo também duvidar-se da sua autenticidade.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Acostumados a digitar, alunos têm aula de caligrafia
O hábito de escrever usando o computador acabou fazendo com que muitos estudantes perdessem a habilidade de escrever à mão, concluíram algumas escolas na Austrália. Agora, os jovens terão que passar por aulas de caligrafia.
O problema foi detectado quando uma grande quantidade de alunos foi reprovada nos exames para o equivalente ao ensino médio no Brasil, simplesmente por causa da escrita.
Nos exames, a não ser que comprovem algum fator limitante, os estudantes passam de 15 a 20 horas em um dia respondendo provas que são aceitas apenas preenchidas à mão.
Segundo o jornal The Sydney Morning Herald, esses estudantes apresentam grandes habilidades de digitação e facilmente superam os mais velhos na velocidade com que escrevem mensagens de texto no celular.
A troca da caneta pelo teclado vem dimiuindo a habilidade destes jovens em lidar rapidamente com o papel e conseqüentemente afetando seu desempenho acadêmico.
Essa situação vem levando escolas australianas a incluir aulas de caligrafia no currículo dos 11º e 12º anos do ciclo escolar básico (o equivalente ao ensino fundamental no Brasil, que tem apenas 9 anos).
Professores afirmam que tiveram que monitorar alunos para que tornassem suas caligrafias no mínimo legíveis para os examinadores, diz o The Inquirer.
John Vallance, da escola Sydney Grammar, reforça que a caligrafia é uma parte importante da personalidade do estudante, e essa geração não deve perdê-la. Vallance lembra ainda que a escola somente aceitará os exames preenchidos à mão.
Contudo, o NSW Board of Studies, órgão supervisor do currículo escolar das instituições australianas, diz estar analisando a incorporação de computadores às aulas, bem como aos exames. Por enquanto os alunos utilizam teclados apenas no teste de habilidades com o computador, no 10º ano escolar.
Magnet/Portal TERRA, 29.07.2008
O problema foi detectado quando uma grande quantidade de alunos foi reprovada nos exames para o equivalente ao ensino médio no Brasil, simplesmente por causa da escrita.
Nos exames, a não ser que comprovem algum fator limitante, os estudantes passam de 15 a 20 horas em um dia respondendo provas que são aceitas apenas preenchidas à mão.
Segundo o jornal The Sydney Morning Herald, esses estudantes apresentam grandes habilidades de digitação e facilmente superam os mais velhos na velocidade com que escrevem mensagens de texto no celular.
A troca da caneta pelo teclado vem dimiuindo a habilidade destes jovens em lidar rapidamente com o papel e conseqüentemente afetando seu desempenho acadêmico.
Essa situação vem levando escolas australianas a incluir aulas de caligrafia no currículo dos 11º e 12º anos do ciclo escolar básico (o equivalente ao ensino fundamental no Brasil, que tem apenas 9 anos).
Professores afirmam que tiveram que monitorar alunos para que tornassem suas caligrafias no mínimo legíveis para os examinadores, diz o The Inquirer.
John Vallance, da escola Sydney Grammar, reforça que a caligrafia é uma parte importante da personalidade do estudante, e essa geração não deve perdê-la. Vallance lembra ainda que a escola somente aceitará os exames preenchidos à mão.
Contudo, o NSW Board of Studies, órgão supervisor do currículo escolar das instituições australianas, diz estar analisando a incorporação de computadores às aulas, bem como aos exames. Por enquanto os alunos utilizam teclados apenas no teste de habilidades com o computador, no 10º ano escolar.
Magnet/Portal TERRA, 29.07.2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Xperu k n m interpretem mal
Não queria parecer "menino do coro" mas acho lamentável o uso abusivo da linguagem MS pelos foruns nacionais.Queria pedir o favor aos users dest forum, pelo menos, de tentar reduzir ao máximo o uso deste tipo de linguagem.Já custa ler erros ortográficos involuntários...É uma pena distorcer o que demorou séculos a criar...Já agora, aproveitem para colocar pontuação correcta, não custa nada.Xperu k n m interpretem mal ok e so 1 xamada de atencao + nada jinhux e abraços.
Respigo extraído do Forum " Alfisti Portoghesi". (s/d)
Na íntegra, aqui
Respigo extraído do Forum " Alfisti Portoghesi". (s/d)
Na íntegra, aqui
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Taxa de crescimento pujante de 649,3%

(...) O volume de mensagens escritas cresceu de forma ainda mais expressiva. Se em
2004 foram registadas 2.518.156 milhares de SMS’s, em 2007 o volume ascendeu
ao impressionante número de 18.868.340 milhares. Ou seja uma taxa de
crescimento pujante de 649,3%. (...)
in "Indicadores Anuário da Comunicação 2006-2007", OBERCOM.
Versão integral aqui
2004 foram registadas 2.518.156 milhares de SMS’s, em 2007 o volume ascendeu
ao impressionante número de 18.868.340 milhares. Ou seja uma taxa de
crescimento pujante de 649,3%. (...)
in "Indicadores Anuário da Comunicação 2006-2007", OBERCOM.
Versão integral aqui
Cuidado Com a Língua!
Nestes tempos do abastardamento do ensino (e o que se sabe do clamoroso índice de reprovações na disciplina de Português no ensino básico e no secundário) e do nivelamento tão por baixo de como se escreve e fala nos diversos órgãos de comunicação social (e, em particular, no audiovisual), cabe ao serviço público de televisão estimular o culto da língua portuguesa. Que não passa, só, pelo apontar dos erros, disparates e barbarismos mais vulgarizados, e respectiva correcção. Implica, também, simultaneamente, o registo e a valorização dos melhores exemplos que a enriquecem dia a dia, a começar na diversidade dos seus tão distintos falares, em Portugal como nos demais sete países lusófonos.
PÚBLICO-ALVO
Pelo tema em si e pelos propósitos decorrentes de um serviço público por excelência, é um programa que se destina, e interessará, a todo e qualquer lusofalante, independentemente do nível de escolaridade, classe social ou nacionalidade. Além de estar também disponível na página da televisão pública portuguesa na internet, Cuidado com a Língua! passa igualmente na RTP Mobile (segundas, às 21h15; terças, às 23h00, e quartas, às 23h15), RTP N (terças, 20h30), RTP África (domingos, às 19h00), RTP Internacional (sábados, às 21h15), RTP i América (domingo, 01h00) e RTP i Ásia(sábados, às 11h30).
Sinopse respigada do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.
> SITE DO PROGRAMA "CUIDADO COM A LÍNGUA!".
PÚBLICO-ALVO
Pelo tema em si e pelos propósitos decorrentes de um serviço público por excelência, é um programa que se destina, e interessará, a todo e qualquer lusofalante, independentemente do nível de escolaridade, classe social ou nacionalidade. Além de estar também disponível na página da televisão pública portuguesa na internet, Cuidado com a Língua! passa igualmente na RTP Mobile (segundas, às 21h15; terças, às 23h00, e quartas, às 23h15), RTP N (terças, 20h30), RTP África (domingos, às 19h00), RTP Internacional (sábados, às 21h15), RTP i América (domingo, 01h00) e RTP i Ásia(sábados, às 11h30).
Sinopse respigada do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.
> SITE DO PROGRAMA "CUIDADO COM A LÍNGUA!".
quarta-feira, 28 de maio de 2008
A importância da linguagem da Internet para o domínio das línguas pelos jovens
A preocupação de pais e professores com a utilização da linguagem utilizada na Internet, feita de forma rápida e informal, pode ser desnecessária, de acordo com uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá.
Os investigadores Sali Tagliamonte e Derek Denis afirmam que a linguagem online carregada de gírias — conhecidas no Brasil como "miguxês" — permite aos jovens desenvolverem uma mistura importante de linguagem formal e coloquial, o que representa um «novo e expansivo renascimento linguístico».
Ao contrário de destruir a habilidade de comunicar, a linguagem empregada em redes de comunicação online mostraria aos adolescentes o que eles podem fazer com seu idioma.
«Mensagem instantânea é um discurso interativo entre amigos que é conduzido por linguagem informal, mas ao mesmo tempo é uma interação escrita que tende a ser mais formal que a fala», explicou Denis à revista NewScientist.
Para a realização da pesquisa analisou-se mais de um milhão de palavras utilizadas em mensagens instantâneas e cerca de 250 mil palavras faladas por 72 pessoas com idade entre 15 e 20 anos. Com esses dados, os pesquisadores descobriram que mesmo com o uso do mesmo padrão, a gramática e o vocabulário escrito eram relativamente conservadores, trazendo uma forma híbrida de comunicação.
As abreviações e deturpações de palavras são pesadamente criticadas pelos gramáticos mais tradicionais e até mesmo pelos próprios internautas. Muitas vezes as críticas dão lugar à zombaria. Um exemplo é o site MiGuXeiToR, no qual se pode escrever um texto em português formal para que seja "traduzido" para a nova linguagem da Internet.
Embora muito criticadas, as abreviações marcaram pequena presença na pesquisa: apenas 2,4% do vocabulário total utilizado em conversações online, uma "proporção ínfima", de acordo com os pesquisadores, sendo adotado principalmente pelos usuários mais jovens.
O estudo será divulgado na publicação American Speech.
in Geek, 26 de Maio de 2008 — 28/05/2008
Por nós respigado do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Os investigadores Sali Tagliamonte e Derek Denis afirmam que a linguagem online carregada de gírias — conhecidas no Brasil como "miguxês" — permite aos jovens desenvolverem uma mistura importante de linguagem formal e coloquial, o que representa um «novo e expansivo renascimento linguístico».
Ao contrário de destruir a habilidade de comunicar, a linguagem empregada em redes de comunicação online mostraria aos adolescentes o que eles podem fazer com seu idioma.
«Mensagem instantânea é um discurso interativo entre amigos que é conduzido por linguagem informal, mas ao mesmo tempo é uma interação escrita que tende a ser mais formal que a fala», explicou Denis à revista NewScientist.
Para a realização da pesquisa analisou-se mais de um milhão de palavras utilizadas em mensagens instantâneas e cerca de 250 mil palavras faladas por 72 pessoas com idade entre 15 e 20 anos. Com esses dados, os pesquisadores descobriram que mesmo com o uso do mesmo padrão, a gramática e o vocabulário escrito eram relativamente conservadores, trazendo uma forma híbrida de comunicação.
As abreviações e deturpações de palavras são pesadamente criticadas pelos gramáticos mais tradicionais e até mesmo pelos próprios internautas. Muitas vezes as críticas dão lugar à zombaria. Um exemplo é o site MiGuXeiToR, no qual se pode escrever um texto em português formal para que seja "traduzido" para a nova linguagem da Internet.
Embora muito criticadas, as abreviações marcaram pequena presença na pesquisa: apenas 2,4% do vocabulário total utilizado em conversações online, uma "proporção ínfima", de acordo com os pesquisadores, sendo adotado principalmente pelos usuários mais jovens.
O estudo será divulgado na publicação American Speech.
in Geek, 26 de Maio de 2008 — 28/05/2008
Por nós respigado do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
sábado, 17 de maio de 2008
Falar por escrito*
O Instituto de Linguística Teórica e Computacional celebra, no próximo mês, 20 anos de existência, promovendo o encontro Discurso, Diversidade e Literacia: a língua portuguesa no século XXI, para o qual são chamados linguistas e não linguistas. Estarão em análise os reflexos da rápida e contínua mudança tecnológica no uso da língua, potenciando a emergência de novas formas de literacia.
O tema é pertinente.
Já se fala em "Internetês" ou "cibernautês" e em regras de "netiqueta" nas várias modalidades de comunicação mediada por computador — chat (sala de conversação), e-mail, blogue, etc. A invenção de palavras será o fenómeno mais evidente: "teclar", "chatar", "emailar-se com alguém". Há também as formas truncadas — "tar" (por estar), "mt" (muito), "pq" (porque), "bdg" (obrigado) — e os acrónimos: "fds" (fim-de-semana), "pf" (por favor).
Estão em curso, também, novas formas de construção de sentido. Por exemplo, quando lemos num site «Consulte o nosso preçário aqui.» (em que aqui é âncora para um link), vemos que aqui aponta, não para o espaço físico circundante ao locutor, mas para o próprio campo gráfico do texto.
Porém, aquilo que vira do avesso a forma de expressão tradicional é a legitimação da fala projectada na escrita. A escrita (tradicional) é um trabalho miudinho, requer tempo para a ponderação sobre o material linguístico a seleccionar, ordenação frásica, estabelecimento de elos entre tópicos, a que se vem juntar uma competência gráfica muito regrada (disposição de linhas, marcação de parágrafos, pontuação, etc). Mas o que temos no chat e no e-mail informal é o uso oral da língua que, em vez de ter suporte áudio, tem suporte gráfico. Daqui resulta um texto cheio de hesitações, repetições, incongruências, suspensões, enriquecido com a indicação do estado de espírito e do semblante dos interlocutores, através do constante recurso aos smileys [:-) :-( ]e às onomatopeias ("chuacsss", "grrrr", "toing"), por exemplo.
A invenção da escrita é um marco na evolução da humanidade. A reinvenção da escrita pode não lhe ficar atrás.
Ana Martins
* Artigo publicado no semanário Sol de 17 de Maio de 2008, na coluna Ver como Se Diz — 17/05/2008. Por nós respigado do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.
O tema é pertinente.
Já se fala em "Internetês" ou "cibernautês" e em regras de "netiqueta" nas várias modalidades de comunicação mediada por computador — chat (sala de conversação), e-mail, blogue, etc. A invenção de palavras será o fenómeno mais evidente: "teclar", "chatar", "emailar-se com alguém". Há também as formas truncadas — "tar" (por estar), "mt" (muito), "pq" (porque), "bdg" (obrigado) — e os acrónimos: "fds" (fim-de-semana), "pf" (por favor).
Estão em curso, também, novas formas de construção de sentido. Por exemplo, quando lemos num site «Consulte o nosso preçário aqui.» (em que aqui é âncora para um link), vemos que aqui aponta, não para o espaço físico circundante ao locutor, mas para o próprio campo gráfico do texto.
Porém, aquilo que vira do avesso a forma de expressão tradicional é a legitimação da fala projectada na escrita. A escrita (tradicional) é um trabalho miudinho, requer tempo para a ponderação sobre o material linguístico a seleccionar, ordenação frásica, estabelecimento de elos entre tópicos, a que se vem juntar uma competência gráfica muito regrada (disposição de linhas, marcação de parágrafos, pontuação, etc). Mas o que temos no chat e no e-mail informal é o uso oral da língua que, em vez de ter suporte áudio, tem suporte gráfico. Daqui resulta um texto cheio de hesitações, repetições, incongruências, suspensões, enriquecido com a indicação do estado de espírito e do semblante dos interlocutores, através do constante recurso aos smileys [:-) :-( ]e às onomatopeias ("chuacsss", "grrrr", "toing"), por exemplo.
A invenção da escrita é um marco na evolução da humanidade. A reinvenção da escrita pode não lhe ficar atrás.
Ana Martins
* Artigo publicado no semanário Sol de 17 de Maio de 2008, na coluna Ver como Se Diz — 17/05/2008. Por nós respigado do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Quer deixar vários recados em Miguxês para seus amigos? EntAum usi eXXi arkivëëNhOW aki!

Conversor para o Miguxês, como o próprio nome sugere, é um arquivo do Word que vai transformar qualquer texto que você digitar em uma seqüência de palavras dignas de um miguxês perfeito.
Quem usa a internet frequentemente, sem dúvida, já se deparou com um tipo de grafia diferente, que alterna letras maiúsculas e minúsculas, além de exibir seqüências exageradas da letra X. Muita gente lê, e acaba não vendo sentido nessas frases.
Mas isso se trata de um "idioma", conhecido como Miguxês, utilizado por jovens usuários da internet e constantemente presente em comentários do Orkut. Com o Conversor para o Miguxês você poderá se comunicar com quem estiver “falando” nessa linguagem.
OPINIÃO DA “EQUIPE BAIXAKI”
Da mesma forma que você possui roupas diferentes para ocasiões diferentes, é necessário dominar várias linguagens, para se sair bem em diversos ambientes. Partindo disso, o Conversor para o Miguxês pode ser um arquivo muito útil, já que fará com que você comece a aprender o que um “axxim” significa.
O arquivo pode ser uma diversão para muita gente, além de facilita (e muito) a vida dos adeptos ao idioma — pois digitar letras maiúsculas e minúsculas com rapidez não deve ser uma tarefa simples. O que deixa essa brincadeira trabalhosa é o fato de ter que habilitar as macros do arquivo, mas siga corretamente a seqüência de instruções citadas que tudo ocorrerá perfeitamente.
COMENTÁRIO DE ACHSANO
bom pra mascarar os seus erros de ortografia...16/5/2008 Prós: Se voce tem quinze anos, curte orkut, msn etc, não consegue redigir um texto decente nem a pau, não sabe a diferença entre MAL e MAU e, ainda assim, quer parecer descolado, então beleza.
Contras: Uma bobagem sem tamanho. E o pior é que eu ainda já vi textos nesse, aff..., "idioma", redigidos com erros de concordância (!). Pelo menos esse troço serve pra disfarçar que você não sabe se tal palavra é com SS ou Ç...
º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º
O conversor existe mesmo!!!, podendo ser descarregado aqui
Quem usa a internet frequentemente, sem dúvida, já se deparou com um tipo de grafia diferente, que alterna letras maiúsculas e minúsculas, além de exibir seqüências exageradas da letra X. Muita gente lê, e acaba não vendo sentido nessas frases.
Mas isso se trata de um "idioma", conhecido como Miguxês, utilizado por jovens usuários da internet e constantemente presente em comentários do Orkut. Com o Conversor para o Miguxês você poderá se comunicar com quem estiver “falando” nessa linguagem.
OPINIÃO DA “EQUIPE BAIXAKI”
Da mesma forma que você possui roupas diferentes para ocasiões diferentes, é necessário dominar várias linguagens, para se sair bem em diversos ambientes. Partindo disso, o Conversor para o Miguxês pode ser um arquivo muito útil, já que fará com que você comece a aprender o que um “axxim” significa.
O arquivo pode ser uma diversão para muita gente, além de facilita (e muito) a vida dos adeptos ao idioma — pois digitar letras maiúsculas e minúsculas com rapidez não deve ser uma tarefa simples. O que deixa essa brincadeira trabalhosa é o fato de ter que habilitar as macros do arquivo, mas siga corretamente a seqüência de instruções citadas que tudo ocorrerá perfeitamente.
COMENTÁRIO DE ACHSANO
bom pra mascarar os seus erros de ortografia...16/5/2008 Prós: Se voce tem quinze anos, curte orkut, msn etc, não consegue redigir um texto decente nem a pau, não sabe a diferença entre MAL e MAU e, ainda assim, quer parecer descolado, então beleza.
Contras: Uma bobagem sem tamanho. E o pior é que eu ainda já vi textos nesse, aff..., "idioma", redigidos com erros de concordância (!). Pelo menos esse troço serve pra disfarçar que você não sabe se tal palavra é com SS ou Ç...
º º º º º º º º º º º º º º º º º º º º
O conversor existe mesmo!!!, podendo ser descarregado aqui
terça-feira, 13 de maio de 2008
Dicionário de calão sobre droga revolta pais
Grande polémica está a gerar o Dicionário de Calão do site do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), que se destina a crianças e jovens a partir dos 11 anos e está acessível em www.tu-alinhas.pt. Associações de pais temem que as expressões ali apresentadas possam incentivar o consumo de estupefacientes, enquanto psicólogos contactados pela Lusa consideram que podem "fomentar um estilo de vida pouco saudável".Segundo o site, "betinho", "cocó" ou "careta" é "aquele que não consome droga e, por isso, é conservador, desprezível e desinteressante".Há ainda definições que os encarregados de educação consideram ser "quase um manual de instruções".
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação considera "muito preocupante" transmitir uma "imagem convidativa das drogas", utilizando adjectivos como "brilhante" ou "cativante" para as descrever, e vai pedir ao IDT para reformular o site. Também Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais entende que este dicionário "pode induzir a curiosidade por algumas experiências, em vez de ser preventora de comportamentos desviantes. Pode haver a tentação do faça você mesmo".
O presidente do novo partido Movimento Mérito e Sociedade, Eduardo Correia, até exige "a demissão imediata de toda a direcção" do IDT.O presidente do IDT, João Goulão, disse à Lusa que o referido dicionário não envolve qualquer risco acrescido e "tem alguma utilidade", sendo mais seguro para um jovem consultar um glossário do que ficar mal informado. Na sua opinião, um jovem que desconheça um termo sente-se menorizado e pouco à-vontade para perguntar o significado. Explicou que o site foi "elaborado com a colaboração do Ministério da Educação".
Lusa/Diário de Notícias, 13.05.2008
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação considera "muito preocupante" transmitir uma "imagem convidativa das drogas", utilizando adjectivos como "brilhante" ou "cativante" para as descrever, e vai pedir ao IDT para reformular o site. Também Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais entende que este dicionário "pode induzir a curiosidade por algumas experiências, em vez de ser preventora de comportamentos desviantes. Pode haver a tentação do faça você mesmo".
O presidente do novo partido Movimento Mérito e Sociedade, Eduardo Correia, até exige "a demissão imediata de toda a direcção" do IDT.O presidente do IDT, João Goulão, disse à Lusa que o referido dicionário não envolve qualquer risco acrescido e "tem alguma utilidade", sendo mais seguro para um jovem consultar um glossário do que ficar mal informado. Na sua opinião, um jovem que desconheça um termo sente-se menorizado e pouco à-vontade para perguntar o significado. Explicou que o site foi "elaborado com a colaboração do Ministério da Educação".
Lusa/Diário de Notícias, 13.05.2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Jovens enviam 29 SMS por dia

Os resultados de Março de 2008 do Barómetro de Telecomunicações da Marktest indicam que os jovens entre os 15 e os 24 anos enviam diariamente uma média de 29 mensagens escritas.
Os resultados do trimestre móvel de Março de 2008 do Barómetro de Telecomunicações indicam que 5,9 milhões de residentes no Continente com 10 e mais anos costumam utilizar o serviço de mensagens escritas (SMS).
A utilização deste serviço tem crescido, com o número médio de mensagens enviadas a mais do que duplicar nos últimos dois anos. De facto, os dados do Barómetro de Telecomunicações para Março de 2006 contabilizavam uma média semanal de 34 mensagens enviadas, um valor mais de duas vezes inferior à média de 77 mensagens enviadas por semana em Março de 2008.
Marktest, 15.04.2008
Versão integral aqui
Os resultados do trimestre móvel de Março de 2008 do Barómetro de Telecomunicações indicam que 5,9 milhões de residentes no Continente com 10 e mais anos costumam utilizar o serviço de mensagens escritas (SMS).
A utilização deste serviço tem crescido, com o número médio de mensagens enviadas a mais do que duplicar nos últimos dois anos. De facto, os dados do Barómetro de Telecomunicações para Março de 2006 contabilizavam uma média semanal de 34 mensagens enviadas, um valor mais de duas vezes inferior à média de 77 mensagens enviadas por semana em Março de 2008.
Marktest, 15.04.2008
Versão integral aqui
quarta-feira, 5 de março de 2008
Estudo diz que para jovens “é mais fácil escrever que falar”
Os jovens dos 12 aos 25 são “a geração que passa mais tempo com tecnologias do que com pessoas”. Quem o diz é a Publicis, uma agência de publicidade, que tem vindo a elaborar estudos sobre vários sectores sociais. Já o fez sobre as mulheres, sobre os homens, e agora lança o estudo Tweens, sobre jovens. Este estudo defende a tese de que a tecnologia permite aos jovens “obter e partilhar momentos e experiências com o mundo” e que isso colmata a sua grande necessidade de partilhar com os amigos tudo o que lhes acontece, a todo o momento.
Através da análise de artigos de imprensa e internet e de entrevistas a dez jovens que reportaram o seu dia-a-dia durante uma semana, concluíram que, hoje em dia, “é mais fácil para os jovens ler e escrever, do que falar e ouvir”. Através dos telemóveis e da internet, desenvolveram uma dificuldade na comunicação verbal e estão mais à vontade em conversar com as teclas.
O telemóvel foi mesmo considerado “o novo carro”. Ou seja, ganhou o significado que o automóvel tinha para a geração anterior: o da liberdade. Hoje ganha independência quem tem telemóvel.
MSN, Google, Hi5 ocupam mais espaço que a televisão, que deixou de ser atractiva. Jornais e revistas também são pouco lidas. No topo das preferências estão o jornal gratuito Metro e a revista masculina FHM. São, então, necessárias novas formas de publicidade, já que os jovens não recorrem aos meios tradicionais. Blogs (48 por cento escreve num) ou jogos de computador são opções.
Quanto à moda, desde sempre tão associada às preocupações desta faixa etária, o estudo apresenta uma alteração: hoje em dia “impera o estilo único”, a diferenciação, e menos a preocupação em parecer igual aos pares. Por isso, as lojas não podem apenas inspirar-se nos jovens, mas ter a capacidade de os inspirar, de lhes dar novos elementos para que eles renovem a sua imagem.
A atitude em relação ao desporto também parece estar a mudar. O motivo para o praticar já não é bem estar ou preocupação com o corpo, mas a “diversão, expressão e procura de adrenalina”. Assim, pratica-se actividades como o surf, o kitesurf, skate ou a capoeira.
O estudo diz, ainda, que os jovens “não se interessam por política nem pretendem votar”, mas que são motivados e envolvem-se em causas, como o “aborto, ambiente, a paz”. Ficam até mais tarde em casa, o que lhes valeu a classificação de “geração de atadinhos”.
Inês Santinhos Gonçalves, Público, 05.03.2008
Através da análise de artigos de imprensa e internet e de entrevistas a dez jovens que reportaram o seu dia-a-dia durante uma semana, concluíram que, hoje em dia, “é mais fácil para os jovens ler e escrever, do que falar e ouvir”. Através dos telemóveis e da internet, desenvolveram uma dificuldade na comunicação verbal e estão mais à vontade em conversar com as teclas.
O telemóvel foi mesmo considerado “o novo carro”. Ou seja, ganhou o significado que o automóvel tinha para a geração anterior: o da liberdade. Hoje ganha independência quem tem telemóvel.
MSN, Google, Hi5 ocupam mais espaço que a televisão, que deixou de ser atractiva. Jornais e revistas também são pouco lidas. No topo das preferências estão o jornal gratuito Metro e a revista masculina FHM. São, então, necessárias novas formas de publicidade, já que os jovens não recorrem aos meios tradicionais. Blogs (48 por cento escreve num) ou jogos de computador são opções.
Quanto à moda, desde sempre tão associada às preocupações desta faixa etária, o estudo apresenta uma alteração: hoje em dia “impera o estilo único”, a diferenciação, e menos a preocupação em parecer igual aos pares. Por isso, as lojas não podem apenas inspirar-se nos jovens, mas ter a capacidade de os inspirar, de lhes dar novos elementos para que eles renovem a sua imagem.
A atitude em relação ao desporto também parece estar a mudar. O motivo para o praticar já não é bem estar ou preocupação com o corpo, mas a “diversão, expressão e procura de adrenalina”. Assim, pratica-se actividades como o surf, o kitesurf, skate ou a capoeira.
O estudo diz, ainda, que os jovens “não se interessam por política nem pretendem votar”, mas que são motivados e envolvem-se em causas, como o “aborto, ambiente, a paz”. Ficam até mais tarde em casa, o que lhes valeu a classificação de “geração de atadinhos”.
Inês Santinhos Gonçalves, Público, 05.03.2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Imigrantes criam nova variante da língua alemã

Alvo de comédias e por vezes estigmatizados, os etnoletos são um fenômeno das áreas urbanas multiculturais do país. As variantes têm sua própria gramática e ritmo, sendo adotadas por jovens imigrantes e alemães.
Nas áreas urbanas multiculturais da Alemanha, está se desenvolvendo uma nova variante do idioma alemão, com seu próprio ritmo e gramática. O etnoleto é falado por jovens imigrantes de várias origens étnicas, bem como por alemães da mesma faixa etária.
Os lingüistas consideram infundado o temor de que esta língua franca coloquial venha a ameaçar a língua alemã padrão. Mas representações distorcidas na mídia podem servir para simplesmente reforçar os estereótipos dos migrantes no país.
A cultura popular geralmente ridiculariza essa fala, enquanto a mídia freqüentemente a descreve como um problema social e uma ameaça ao alemão padrão.
Versão integral aqui
Deutsche Welle, 16.01.2008
Nas áreas urbanas multiculturais da Alemanha, está se desenvolvendo uma nova variante do idioma alemão, com seu próprio ritmo e gramática. O etnoleto é falado por jovens imigrantes de várias origens étnicas, bem como por alemães da mesma faixa etária.
Os lingüistas consideram infundado o temor de que esta língua franca coloquial venha a ameaçar a língua alemã padrão. Mas representações distorcidas na mídia podem servir para simplesmente reforçar os estereótipos dos migrantes no país.
A cultura popular geralmente ridiculariza essa fala, enquanto a mídia freqüentemente a descreve como um problema social e uma ameaça ao alemão padrão.
Versão integral aqui
Deutsche Welle, 16.01.2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
O que é aceitável ou condenável no uso da língua?

(...) Por último, cada vez mais fruto do desenvolvimento dos meios tecnológicos e de comunicação, é frequente encontrarmos mensagens de chats da televisão, telemóvel, e-mails ou do Messenger, com "abreviaturas" (se tal lhes podemos chamar) absolutamente incríveis (e incompreensíveis). Claro, abreviaturas sempre as houve: basta ver textos latinos ou latino-romances (já aí se abreviava "que" por "q" com traço sobreposto!!!...), textos portugueses desde o século XIII (os copistas - não havendo fotocópias na época - tinham que escrever variadíssimas vezes o mesmo texto ou outro semelhante), ou apontamentos de estudantes dos anos setenta ou oitenta... (por ex., "momento" por "mom/º", "certamente" por "certa/", "verdade" por "verdd", "professor" por "prof" e faculdade por "fac" ou - o mais difundido - "q" por "que").
O problema não são as abreviaturas. Não me choca nada colocar "mm" por "mesmo", "mto" por "muito", ou "bjs" por "beijos"... O que "assusta" são as alterações estranhas e não lógicas a estas abreviaturas, como "ke" ou "k" por "que" (qual é a diferença de usar "q" na mesma situação?) ou (o que é pior) por "c" ("kasa" em vez de "casa"!!!), totalmente ridículas e que deturpam a língua como "xe" por "se" ou "ixo" por "isso"... Já para não falar que o k nem sequer faz parte do alfabeto usado em Portugal (salvo para nomes estrangeiros, claro, como Kant e kantiano, etc).
O problema é que vários professores já se queixam (e com razão) de que os alunos começam a dar erros de tal modo estão "viciados" nessa "nova grafia".
E acresce ainda a falta de interesse dos jovens pela leitura (acham que é muito mais sedutor um jogo de computador ou um DVD do que um livro...!), criando uma consequência grave: o que lêem é grafias deturpadas nas "conversas" com os colegas, e viciam-se nelas a ponto de as assimilarem visual e mentalmente, tornando-se - assim - a verdadeira escrita que conhecem e dominam. Aí sim, há que corrigir o aluno e fazê-lo entender que um texto da aula não é uma SMS ou um "chat" do Messenger!... Ou se actua agora, ou será demasiado tarde! (...)
Carmen Gouveia [Linguista e docente na Universidade de Coimbra], edit on web, 15.01.2008
(versão integral aqui)
O problema não são as abreviaturas. Não me choca nada colocar "mm" por "mesmo", "mto" por "muito", ou "bjs" por "beijos"... O que "assusta" são as alterações estranhas e não lógicas a estas abreviaturas, como "ke" ou "k" por "que" (qual é a diferença de usar "q" na mesma situação?) ou (o que é pior) por "c" ("kasa" em vez de "casa"!!!), totalmente ridículas e que deturpam a língua como "xe" por "se" ou "ixo" por "isso"... Já para não falar que o k nem sequer faz parte do alfabeto usado em Portugal (salvo para nomes estrangeiros, claro, como Kant e kantiano, etc).
O problema é que vários professores já se queixam (e com razão) de que os alunos começam a dar erros de tal modo estão "viciados" nessa "nova grafia".
E acresce ainda a falta de interesse dos jovens pela leitura (acham que é muito mais sedutor um jogo de computador ou um DVD do que um livro...!), criando uma consequência grave: o que lêem é grafias deturpadas nas "conversas" com os colegas, e viciam-se nelas a ponto de as assimilarem visual e mentalmente, tornando-se - assim - a verdadeira escrita que conhecem e dominam. Aí sim, há que corrigir o aluno e fazê-lo entender que um texto da aula não é uma SMS ou um "chat" do Messenger!... Ou se actua agora, ou será demasiado tarde! (...)
Carmen Gouveia [Linguista e docente na Universidade de Coimbra], edit on web, 15.01.2008
(versão integral aqui)
sábado, 12 de janeiro de 2008
Escritor quer transformar SMS em gênero literário
Depois de ter tentado em vão moderar a paixão de seus compatriotas pelos celulares, o escritor francês Phil Marso se rendeu às evidência e decidiu propor que as mensagens enviadas por esses aparelhos virem um gênero literário.
"Há seis anos tentei lançar o 'dia sem celular', mas tive de admitir que esses telefones se tornaram ineludíveis", explicou o escritor de 43 anos, autor do livro Assassino de celular, sem móbil aparente.
"Gostaria, no entanto, que as pessoas fossem mais discretas ao falar em público", afirmou o autor, que resolveu assumir seu lado de verdadeiro especialista do SMS e já tem em produção cinco obras redigidas nessa linguagem.
"Meu objetivo é criar um gênero literário", afirmou Phil Marso, que admitiu, no entanto, que é praticamente impossível traduzir um grande escritor como o francês Marcel Proust em linguagem SMS.
AFP/Portal TERRA, 01.02.2006
"Há seis anos tentei lançar o 'dia sem celular', mas tive de admitir que esses telefones se tornaram ineludíveis", explicou o escritor de 43 anos, autor do livro Assassino de celular, sem móbil aparente.
"Gostaria, no entanto, que as pessoas fossem mais discretas ao falar em público", afirmou o autor, que resolveu assumir seu lado de verdadeiro especialista do SMS e já tem em produção cinco obras redigidas nessa linguagem.
"Meu objetivo é criar um gênero literário", afirmou Phil Marso, que admitiu, no entanto, que é praticamente impossível traduzir um grande escritor como o francês Marcel Proust em linguagem SMS.
AFP/Portal TERRA, 01.02.2006
sábado, 5 de janeiro de 2008
Dicionário para chat, SMS e e-mail

Os cibernautas de todo o mundo desenvolveram, ao longo do tempo, uma linguagem específica, para retirarem o máximo de benefícios de vários usos da Internet como o e-mail, o chat, os fóruns de discussão, etc.
Este meio de comunicação exige velocidade electrónica e assim surgiu, em cada língua, uma linguagem de redução de caracteres (abreviaturas, siglas e acrónimos) acompanhada do emprego de simbologia (smileys e emoticons) para as conversas escritas se desenvolverem num bom ritmo.
Os telemóveis aproveitaram esta possibilidade para envio de mensagens curtas de texto (SMS's). Nestes não foi a velocidade do meio que determinou o uso reduzido de caracteres mas o seu limite em cada mensagem, 160. A criatividade que se desenvolveu nos textos para SMS's foi notável. Cada um
quer ser original e personalizar a sua mensagem de acordo com a pessoa e a ocasião a que se destina.
Apesar de existirem na Internet muitas listas de smileys, acrónimos e abreviaturas em muitas línguas, o "dicionário" que agora se apresenta é a publicação mais actualizada e adaptada ao mundo lusófono, porque, para além de uma lista de caracteres e símbolos mais correntes em português, inglês, francês e espanhol, sintetiza as normas consensuais e outras, para que qualquer novo utilizador possa aprender e ser original a enviar mensagens no TLM ou na Internet.
Para saber mais sobre este livro clique aqui
Este meio de comunicação exige velocidade electrónica e assim surgiu, em cada língua, uma linguagem de redução de caracteres (abreviaturas, siglas e acrónimos) acompanhada do emprego de simbologia (smileys e emoticons) para as conversas escritas se desenvolverem num bom ritmo.
Os telemóveis aproveitaram esta possibilidade para envio de mensagens curtas de texto (SMS's). Nestes não foi a velocidade do meio que determinou o uso reduzido de caracteres mas o seu limite em cada mensagem, 160. A criatividade que se desenvolveu nos textos para SMS's foi notável. Cada um
quer ser original e personalizar a sua mensagem de acordo com a pessoa e a ocasião a que se destina.
Apesar de existirem na Internet muitas listas de smileys, acrónimos e abreviaturas em muitas línguas, o "dicionário" que agora se apresenta é a publicação mais actualizada e adaptada ao mundo lusófono, porque, para além de uma lista de caracteres e símbolos mais correntes em português, inglês, francês e espanhol, sintetiza as normas consensuais e outras, para que qualquer novo utilizador possa aprender e ser original a enviar mensagens no TLM ou na Internet.
Para saber mais sobre este livro clique aqui
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Portugueses enviam 2,5 mil milhões de SMS no Natal e Ano Novo
Operadores voltam a registar números recorde
TMN volta a liderar com 1.050 milhões entre 21 de Dezembro e 1 de Janeiro
Os portugueses continuam a preferir o envio de SMS para comunicar no período de Festas. Só entre 21 de Dezembro e 1 de Janeiro, TMN, Vodafone e Optimus registaram um total de 2,546 mil milhões de mensagens electrónicas, um novo valor recorde.
A liderança volta a pertencer à TMN que ultrapassou sozinha os mil milhões de SMS neste período (num total de 1,050 mil milhões), valor que «representa mais do dobro do verificado em período homólogo do ano anterior» (que foi de 420 milhões).
A operadora refere em comunicado que o envio de mensagens e as chamadas realizadas «decorreram com toda a normalidade» devido ao reforço de rede efectuado pela TMN. Quanto aos carregamentos, a operadora, que comemorou recentemente os 6 milhões de utilizadores, lembra que o pico registado foi de 36 mil numa hora.
Bem perto dos mil milhões esteve a Vodafone, que somou 992 milhões de SMS no período de Natal e Ano Novo. O valor é de mais 105% do que o registado no mesmo período de 2006.
A Optimus, por outro lado, totalizou 504 milhões de SMS, quase mais de 300 milhões do que em 2006
Passagem de Ano é altura de mais SMS
A noite de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro voltou a ser o período com mais tráfego. Nesta noite, a TMN registou 134 milhões de SMS, com o pico de mensagens registado entre as 19h00 de 31 de Dezembro e a 01h00 a 1 de Janeiro, com uma média de 4 milhões por hora.
A Vodafone processou cerca de 100 milhões de SMS durante o «réveillon», num crescimento de 28% face a 2006.
Por outro lado, a Optimus informa que foram 52 milhões o número de SMS transaccionadas, sendo que houve ainda um aumento de 36% nas chamadas de voz. O pico atingido pelo operador da Sonaecom foi entre as 00h00 e as 00h35 do dia 1 de Janeiro de 2008, com 900 chamadas a serem processadas por segundo.
Rui Pedro Vieira, Agência Financeira, 02.01.2008
TMN volta a liderar com 1.050 milhões entre 21 de Dezembro e 1 de Janeiro
Os portugueses continuam a preferir o envio de SMS para comunicar no período de Festas. Só entre 21 de Dezembro e 1 de Janeiro, TMN, Vodafone e Optimus registaram um total de 2,546 mil milhões de mensagens electrónicas, um novo valor recorde.
A liderança volta a pertencer à TMN que ultrapassou sozinha os mil milhões de SMS neste período (num total de 1,050 mil milhões), valor que «representa mais do dobro do verificado em período homólogo do ano anterior» (que foi de 420 milhões).
A operadora refere em comunicado que o envio de mensagens e as chamadas realizadas «decorreram com toda a normalidade» devido ao reforço de rede efectuado pela TMN. Quanto aos carregamentos, a operadora, que comemorou recentemente os 6 milhões de utilizadores, lembra que o pico registado foi de 36 mil numa hora.
Bem perto dos mil milhões esteve a Vodafone, que somou 992 milhões de SMS no período de Natal e Ano Novo. O valor é de mais 105% do que o registado no mesmo período de 2006.
A Optimus, por outro lado, totalizou 504 milhões de SMS, quase mais de 300 milhões do que em 2006
Passagem de Ano é altura de mais SMS
A noite de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro voltou a ser o período com mais tráfego. Nesta noite, a TMN registou 134 milhões de SMS, com o pico de mensagens registado entre as 19h00 de 31 de Dezembro e a 01h00 a 1 de Janeiro, com uma média de 4 milhões por hora.
A Vodafone processou cerca de 100 milhões de SMS durante o «réveillon», num crescimento de 28% face a 2006.
Por outro lado, a Optimus informa que foram 52 milhões o número de SMS transaccionadas, sendo que houve ainda um aumento de 36% nas chamadas de voz. O pico atingido pelo operador da Sonaecom foi entre as 00h00 e as 00h35 do dia 1 de Janeiro de 2008, com 900 chamadas a serem processadas por segundo.
Rui Pedro Vieira, Agência Financeira, 02.01.2008
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Nas noites de Natal e Ano Novo - Operadores de telemóveis estão preparados para "boom" de SMS
TMN, Vodafone e Optimus garantem que não vai haver falhas
Todos os anos são anunciados novos recordes de envio de mensagens de telemóvel na noite de Natal e Ano Novo. Nos próximos dias, o tráfego vai voltar a disparar, mas tanto a TMN como a Vodafone e a Optimus dizem-se preparadas para o «boom» esperado, embora nenhuma avance com um crescimento de SMS em 2007 face aos anos anteriores.
Contactados pela Agência Financeira, os três operadores de telemóveis deixam uma garantia: não vai haver falhas no envio e recepção de mensagens tanto nos dias de comemorações natalícias quanto no período de «réveillon».
Capacidade de entrega duplicada
«O reforço de capacidade de processamento de SMS e o empenho dos nossos colaboradores permitem-nos assegurar que todas as mensagens enviadas pelos nossos clientes serão entregues de forma imediata neste período, tal como o são ao longo do ano», disse fonte oficial da TMN à AF.
Já a Vodafone vai mais longe, anunciando um aumento da capacidade de processamento de chamadas, em especial nas áreas comerciais e em zonas de grande concentração de pessoas na passagem de ano, como Grande Lisboa, Porto e Algarve. Além de reforçada a capacidade da rede de terceira geração, a Vodafone assegura a duplicação da capacidade da plataforma de entrega de mensagens escritas (SMS) e mensagens multimédia (MMS).
A direcção de comunicação institucional da Sonaecom garantiu igualmente à AF que a Optimus «realizou uma operação de reforço da capacidade de rede para esta época, duplicando a capacidade do seu serviço de SMS e triplicando o seu serviço de MMS». E deixa um aviso aos seus clientes: «Podemos sempre sugerir que tentem não deixar os votos de Boas Festas para a última hora, e que o vão fazendo ao longo dos dias que antecedem o Natal e a Passagem de Ano.»
No ano passado, a TMN registou o envio de 165 milhões de SMS entre os dias 22 e 25 de Dezembro. No mesmo período, a Vodafone somou 181 milhões de mensagens e a Optimus 81,5 milhões.
Rui Pedro Vieira, Agência Financeira, 21.12.2007
Todos os anos são anunciados novos recordes de envio de mensagens de telemóvel na noite de Natal e Ano Novo. Nos próximos dias, o tráfego vai voltar a disparar, mas tanto a TMN como a Vodafone e a Optimus dizem-se preparadas para o «boom» esperado, embora nenhuma avance com um crescimento de SMS em 2007 face aos anos anteriores.
Contactados pela Agência Financeira, os três operadores de telemóveis deixam uma garantia: não vai haver falhas no envio e recepção de mensagens tanto nos dias de comemorações natalícias quanto no período de «réveillon».
Capacidade de entrega duplicada
«O reforço de capacidade de processamento de SMS e o empenho dos nossos colaboradores permitem-nos assegurar que todas as mensagens enviadas pelos nossos clientes serão entregues de forma imediata neste período, tal como o são ao longo do ano», disse fonte oficial da TMN à AF.
Já a Vodafone vai mais longe, anunciando um aumento da capacidade de processamento de chamadas, em especial nas áreas comerciais e em zonas de grande concentração de pessoas na passagem de ano, como Grande Lisboa, Porto e Algarve. Além de reforçada a capacidade da rede de terceira geração, a Vodafone assegura a duplicação da capacidade da plataforma de entrega de mensagens escritas (SMS) e mensagens multimédia (MMS).
A direcção de comunicação institucional da Sonaecom garantiu igualmente à AF que a Optimus «realizou uma operação de reforço da capacidade de rede para esta época, duplicando a capacidade do seu serviço de SMS e triplicando o seu serviço de MMS». E deixa um aviso aos seus clientes: «Podemos sempre sugerir que tentem não deixar os votos de Boas Festas para a última hora, e que o vão fazendo ao longo dos dias que antecedem o Natal e a Passagem de Ano.»
No ano passado, a TMN registou o envio de 165 milhões de SMS entre os dias 22 e 25 de Dezembro. No mesmo período, a Vodafone somou 181 milhões de mensagens e a Optimus 81,5 milhões.
Rui Pedro Vieira, Agência Financeira, 21.12.2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Bíblia politicamente correta gera polêmica entre teólogos alemães
Um ano depois de sua publicação, a tradução politicamente correta da Bíblia permanece controversa na Alemanha. Alguns teólogos a consideram uma adulteração, mas mesmo entre os críticos há quem a considere útil.
A Bíblia "in gerechter Sprache", ou Bíblia numa linguagem mais justa, foi criada para ser uma tradução moderna, que daria mais visibilidade às mulheres, corrigiria formulações anti-semitas e chamaria a atenção para questões sociais. Mas o livro com 2.400 páginas, lançado na Feira do Livro de Frankfurt no ano passado, tem dividido tanto teólogos quanto leigos, alguns dos quais se sentem atacados em suas crenças.
"A Bíblia não oferece apenas paradigmas, mas fala ao coração da existência humana", declarou a pastora Margit Büttner. "Quando isso é subitamente posto em questão, quando de repente eu não oro mais 'Pai nosso que estás no céu', mas digo: Jesus instruiu seus discípulos homens e mulheres a orar 'Pai e Mãe nossos que estão no céu', isso pode intimidar as pessoas."
A nova tradução, fruto do trabalho de dez teólogos e 42 teólogas, menciona as mulheres sempre que os homens são citados, mesmo correndo o risco de distorcer o pano de fundo histórico da Bíblia e de distanciar-se dos originais hebraico e grego. Assim, o livro refere-se a rabinos e rabinas, embora as primeiras rabinas tenham sido ordenadas só nos anos 1970. (...)
Hajo Goertz (ak), Deutsche Welle, 14.11.2007
(versão integral aqui)
A Bíblia "in gerechter Sprache", ou Bíblia numa linguagem mais justa, foi criada para ser uma tradução moderna, que daria mais visibilidade às mulheres, corrigiria formulações anti-semitas e chamaria a atenção para questões sociais. Mas o livro com 2.400 páginas, lançado na Feira do Livro de Frankfurt no ano passado, tem dividido tanto teólogos quanto leigos, alguns dos quais se sentem atacados em suas crenças.
"A Bíblia não oferece apenas paradigmas, mas fala ao coração da existência humana", declarou a pastora Margit Büttner. "Quando isso é subitamente posto em questão, quando de repente eu não oro mais 'Pai nosso que estás no céu', mas digo: Jesus instruiu seus discípulos homens e mulheres a orar 'Pai e Mãe nossos que estão no céu', isso pode intimidar as pessoas."
A nova tradução, fruto do trabalho de dez teólogos e 42 teólogas, menciona as mulheres sempre que os homens são citados, mesmo correndo o risco de distorcer o pano de fundo histórico da Bíblia e de distanciar-se dos originais hebraico e grego. Assim, o livro refere-se a rabinos e rabinas, embora as primeiras rabinas tenham sido ordenadas só nos anos 1970. (...)
Hajo Goertz (ak), Deutsche Welle, 14.11.2007
(versão integral aqui)
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Avanço do inglês na web "mata" hífens em palavras
Cerca de 16 mil palavras sucumbiram às pressões da era da Internet e perderam seus hífens na mais recente edição do Shorter Oxford English Dictionary. Bumble-bee tornou-se bumblebee, ice-cream agora é ice cream e pot-belly ganhou a grafia pot belly. E, se você não gostou das mudanças, não seja um crybaby (chorão, anteriormente grafado como cry-baby).
O hífen vem sendo excluído nas formas informais de comunicação desenvolvidas no mundo dos e-mails e das mensagens de texto, difundidas em sites da web e que, por fim, encontram espaço em jornais e livros.
"As pessoas não se sentem confiantes quanto ao uso de hífens hoje em dia, não sabem bem para que servem", disse Angus Stevenson, editor do dicionário, cuja sexta edição foi lançada esta semana. Também influenciou a queda de tantos hífens o fato de que os designers gráficos não apreciam o deselegante traço horizontal entre palavras.
"A escrita impressa é muito definida pelo design atualmente, em anúncios e sites, e as pessoas sentem que hífens atrapalham a aparência de um trabalho tipográfico elegante", acrescentou. "O hífen é visto como poluído em termos visuais, antiquado."
A equipe que compilou o dicionário, um trabalho em dois volumes apesar do nome, só cometeu as amputações gramaticais depois de extensas pesquisas. "Todo o processo de alterar a grafia de palavras no dicionário se baseia em nossa análise de indícios do idioma, não é simplesmente uma questão do que pensamos que vai parecer melhor", afirmou Stevenson. Os pesquisadores examinaram um total de mais de dois bilhões de palavras de textos, originalmente publicados em jornais, livros, sites e blogs, a partir do ano 2000. Mas os hífens não perderam totalmente seu lugar. O editor do dicionário elogiou o serviço de primeira classe que prestaram ao idioma inglês na forma de adjetivos compostos: "Há palavras em que o hífen é necessário para evitar ambiguidades."
Reuters/Portal TERRA, 21.09.2007
O hífen vem sendo excluído nas formas informais de comunicação desenvolvidas no mundo dos e-mails e das mensagens de texto, difundidas em sites da web e que, por fim, encontram espaço em jornais e livros.
"As pessoas não se sentem confiantes quanto ao uso de hífens hoje em dia, não sabem bem para que servem", disse Angus Stevenson, editor do dicionário, cuja sexta edição foi lançada esta semana. Também influenciou a queda de tantos hífens o fato de que os designers gráficos não apreciam o deselegante traço horizontal entre palavras.
"A escrita impressa é muito definida pelo design atualmente, em anúncios e sites, e as pessoas sentem que hífens atrapalham a aparência de um trabalho tipográfico elegante", acrescentou. "O hífen é visto como poluído em termos visuais, antiquado."
A equipe que compilou o dicionário, um trabalho em dois volumes apesar do nome, só cometeu as amputações gramaticais depois de extensas pesquisas. "Todo o processo de alterar a grafia de palavras no dicionário se baseia em nossa análise de indícios do idioma, não é simplesmente uma questão do que pensamos que vai parecer melhor", afirmou Stevenson. Os pesquisadores examinaram um total de mais de dois bilhões de palavras de textos, originalmente publicados em jornais, livros, sites e blogs, a partir do ano 2000. Mas os hífens não perderam totalmente seu lugar. O editor do dicionário elogiou o serviço de primeira classe que prestaram ao idioma inglês na forma de adjetivos compostos: "Há palavras em que o hífen é necessário para evitar ambiguidades."
Reuters/Portal TERRA, 21.09.2007
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