segunda-feira, 30 de julho de 2007

As cartas românticas e os bilhetes adocicados dão lugar ao SMS. Para dizer “Amo-te” à velocidade da luz.

Dedos ágeis percorrem as teclas dos telemóveis sem precisar que os olhos os guiem. A conversa muda, de conteúdos comprimidos, não tem hora nem lugar marcado. Acontece discretamente ao longo de todo o dia. E deixou a esfera das tiradas divertidas e do paleio entre amigos para servir os impulsos do coração. Para dizer que se ama, para apimentar a relação ou simplesmente para tratar de aspectos práticos, deixando para o encontro cara-a-cara coisas mais interessantes para se dizer. O sinal da chegada de uma nova mensagem é muitas vezes silencioso, indicado apenas pelo vibrar do telefone. Mas faz saltar o coração.

É verdade que quanto mais novas são as gerações, mais enraizado está o SMS (Short Message Service) na comunicação em geral. Mas engana-se quem pensa que isso é apenas coisa de miúdos. A forma e a linguagem diferem de geração para geração – quanto mais velho, mais fiel se é ao uso do português tradicional nas mensagens – mas o SMS veio para ficar. E é para todos. Se o amor não tem idade, as mensagens românticas via telemóvel fazem também parte de um universo cada vez mais alargado.

“Amo-te muito. Estou cheia de saudades tuas e a contar os minutos para voltar a estar perto de ti, meu querido. Beijo grande.” A mensagem é real e foi escrita por Carlota Constâncio. (...)

Mariza Figueiredo, 30.07.2007. Versão integral aqui: G-Sat

terça-feira, 12 de junho de 2007

Idiomas à beira da morte ganham vida na Internet

Idiomas ameaçados como galês, navajo e bretão reconquistaram adeptos e popularidade em suas comunidades, e hoje em dia são até moda entre as crianças. E isso graças à Internet. Os idiomas em risco de extinção estão aparecendo em blogs, serviços de mensagens instantâneas, salas de bate-papo, no site de vídeo YouTube e na página online de redes sociais MySpace, e sua presença no mundo virtual atrai o apoio dos jovens que os falam.

David Crystal, especialista no idioma galês, disse em entrevista à Reuters que a Internet pode evitar o destino lamentável que parecia reservado a cerca de metade dos 6,5 mil idiomas em todo o mundo. As projeções indicam que metade deles está condenada a desaparecer antes do final do século 21, em ritmo de cerca de duas linguagens extintas a cada mês.

"A Internet oferece aos idiomas ameaçados uma chance de conquistar voz pública da forma que não teria sido possível no passado", disse Crystal, autor de mais de 50 livros sobre idiomas, entre os quais a Cambridge Encyclopedia of Language.
"Não importa o quanto você se dedique a defender um idioma; se você não atrair os adolescentes e pais da próxima geração de crianças, o resultado será nulo", afirmou Crystal, que foi criado falando inglês e galês. "E o que interessa mais aos adolescentes do que a Internet, hoje em dia? Se uma linguagem conquista espaço na rede, é muito mais provável que os jovens considerem que ela é interessante."
A enciclopédia online Wikipédia, escrita e mantida por voluntários, tem verbetes em dezenas de idiomas ameaçados, do cherokee dos indígenas norte-americanos ao tetum, uma linguagem da austronésia, falada por menos de um milhão de pessoas no Timor Leste, passando pelo idioma maori, da Nova Zelândia.
Existem dezenas de chat em galês para os 600 mil usuários do idioma, pouco mais de 20% da população galesa, e os jovens usam essas salas de bate-papo para procurar os melhores bares na cidade ou para paquerar.

Crystal disse que existem cerca de 50 ou 60 idiomas no mundo que estão reduzidos a um único usuário, e que cerca de duas mil línguas jamais foram registradas em forma escrita. "Se esses idiomas morrerem, eles se foram para sempre. Há uma grande perda intelectual para a humanidade. A Internet é muito importante para evitar isso", disse ele.


Reuters/Portal TERRA, 12.06.2007

terça-feira, 5 de junho de 2007

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Del Uso Individual al Efecto Social: Evidencias detectadas en el Empleo del SMS

"La proliferación del empleo del SMS (Short Message Service) como canal alternativo de comunicación para la articulación de expresiones de lo colectivo, nos sitúa ante un nuevo escenario donde el individuo en términos de usuario, y a través de la personalización de los protocolos, reinventa los usos industrialmente prescritos para los dispositivos de telefonía móvil. Partiendo de esta distancia entre el inicial discurso industrial y los posteriores usos reales, y tomando como marco teórico las perspectivas histórica y sociológica tan presentes en el pensamiento de Lewis Mumford (1895-1990) en cuanto a la relación del Progreso y la Máquina, se presenta un primer intento de categorización del empleo social del SMS atendiendo a los datos y evidencias empíricas recogidas para el caso español."

Abstract do artigo "Del Uso Individual al Efecto Social: Evidencias detectadas en el Empleo del SMS", de Noelia Salido Andrés (Universidad de A Coruña, España), e David Fernández Quijada (Universidad Autónoma de Barcelona, España), publicado na Revista Observatório (OBS*) Vol 1, N.º 1 (2007), do OBERCOM.
O
OBERCOM disponibiliza versão integral do artigo a utilizadores registados.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Jovens enviam em média 157 SMS por semana

Em Portugal existem 5,7 milhões de utilizadores de serviços de Short Message Service, tradicionalmente conhecidos como SMS, com mais de 9 anos. Os dados recolhidos pela Marktest mostram que, em média, 48 por cento destes indivíduos envia até 10 mensagens escritas por semana, 11,1 por cento envia entre 11 a 20, perto de 12 por cento envia de 21 a 50 e 19,6 por cento mais de 50 SMS semanalmente.

Pelas contas da empresa de estudos de mercado, são enviadas em média 66 SMS por semana, o que perfaz mais de 9 por dia.

Os utilizadores mais jovens, com idades entre os 10 e os 24 anos, são os que mostram ter maior tendência para enviar SMS com os números recolhidos junto desta amostra a indicar um comportamento muito acima da média. Entre os inquiridos pertencentes à faixa etária 10/14 anos, 31 por cento dos jovens indica enviar mais de 50 SMS por semana. Nesta faixa, a média total semanal mensagens escritas enviadas fixa-se nas 121.

Por outro lado, 49,6 por cento dos indivíduos da faixa 15/24 assumem enviar mais de 50 mensagens escritas por semana. Aqui a média semanal no que diz respeito ao envio de mensagens escritas é de 157 SMS, ou seja, cerca de 22 por dia. No que diz respeito à distribuição por localização geográfica, observa-se que é entre os utilizadores do Porto e do Interior Norte que se regista o maior número de mensagens escritas enviadas semanalmente. Nestas regiões a média é de, respectivamente, 80 e 81 SMS enviadas por semana. Em Lisboa, a média não vai além das 52 SMS semanais.


Casa dos Bits, 31.08.2007

sexta-feira, 23 de março de 2007

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Le mobile invité à la fermer


Savoir-vivre. Lancement aujourd'hui de la campagne «Moins de blabla, plus de SMS...».


Comme tous les 6 février, c'est aujourd'hui la Saint-Gaston. Et forcément, y a le téléfon qui son. De quoi mettre les nerfs de Phil Marso en pelote. Cet écrivain, qui développe une allergie au téléphone portable depuis 1999, lance aujourd'hui les 7es journées mondiales «Moins de blabla, plus de SMS dans les lieux publics». Soit une campagne de sensibilisation des usagers du mobile qui s'étale sur trois jours (6, 7 et 8 février) et qui sonne comme une leçon de savoir-vivre : préférez les textos aux coups de fils.

«Quand on a inventé le téléphone portable, personne n'a imaginé les nuisances qu'il allait provoquer», dit Phil Marso. Aujourd'hui, selon lui, trop de lieux publics sont «pourris» par des monologues subis, dans les trains, les bus... D'où l'idée d'un rendez-vous annuel où chacun apprendrait à respecter son prochain, «sans quoi on en viendra un jour, comme pour la cigarette, à devoir instaurer des zones silencieuses dans les lieux publics», s'alarme l'auteur du premier roman en langage SMS (1).


La campagne «Moins de blabla, plus de SMS dans les lieux publics» pourrait convaincre au-delà du cercle des fans ricanants de Phil Marso. Diverses études montrent en effet que les nuisances sonores liées au portable créent une crispation croissante. En 2006, 16 % des Français ne voient en effet que des défauts au portable, alors qu'ils n'étaient que 8 % en 2005, selon une étude de TNS Sofres pour l'Association française des opérateurs mobiles (Afom). De plus, 14 % estiment qu'il relève de la nuisance dans les lieux publics.
Publiée en octobre, l'étude de l'Afom montre que les 12-24 ans n'ont aucune conscience de déranger les autres. Inversement, les 40 ans et plus subissent l'irruption du mobile dans ces lieux collectifs comme un «manquement à la civilité».

Entre les deux, les 25-39 ans oscillent entre tolérance et agacement. Cette tranche d'âge-là sait adapter son comportement, dès lors qu'on lui fait comprendre qu'il y a gêne. «La projection de son propre comportement génère une compréhension certaine», soulignent les auteurs de l'étude. C'est en effet le propre de l'usager du mobile : gêné par la conversation d'un autre, il sait qu'il incommodera forcément quelqu'un à son tour. Il est à la fois utilisateur et juge. Et cette double casquette le rend «compatissant», comme l'avait souligné la sociologue Joëlle Menrath, à l'inverse de la cigarette qui scinde les gens en deux clans : fumeurs d'un côté, non-fumeurs de l'autre.

La RATP, qui devrait publier ce mois-ci une synthèse de la vaste collecte des «gestes incivils» qu'elle a organisée auprès de ses usagers, note que le mobile fait bien sûr partie des nuisances sonores. Mais pas plus que le lecteur MP3 poussé à fond, ou une conversation entre deux sourdingues, ou encore la seule sonnerie du téléphone. Car, pour faire bon usage de son portable, les êtres distingués devraient éviter de hurler dedans certes, mais aussi penser à le mettre sur vibreur plus souvent.


Libération, 06.02.2007

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

É do camandro!


Meu, não dá para te passar tudo, mas é uma cena... Como é que t'hei-de dizer, assim uma cena um bocado marada que não dá prá agarrar logo! Tem bué de words novas, tu nem tosgas, eu pelo menos vejo-me à rasca. A profe também anda bimba com a cena, parece que não topa peva, é assim uma cena toda nova. Aquelas gaitas ca gente teve de encornar - os adjectivos, os verbos, essas cenas, 'tás a ver - agora tem tudo outros nomes, bué de compridos e depois cada cena com uma data de nomes.

Por causa daquele baril que no outro dia dizia na televisão que o fora de jogo "era consoante o árbito", até copiei a cena das consoantes que vem no paper: passou a haver consoantes surdas e sonoras mas, aguenta-te aí, que depois tens consoante oclusiva, fricativa, nasal, oral, lateral, vibrante e africada. Esta do africada julgo que é por causa dos blacks, e a minha miúda, que costuma ler os jornais, ficou lixada, diz que lhe parece é uma cena um bocado racista ! (...)

Ruben de Carvalho, Diário de Notícias, 23.11.2006
(
versão integral do artigo, aqui)

sábado, 26 de agosto de 2006

Prké quels scrvm axim? *


Atentado à língua portuguesa ou apenas «linguagem de grupo»?

A Internet trouxe uma nova forma de expressão e, com isso, os adolescentes criaram uma linguagem muito própria, repleta de abreviaturas, que alarma muitos pais. Encarregados de educação e professores dizem que os alunos já não distinguem quando devem ou não escrever assim, mas alguns profissionais de saúde discordam.
«Jovens sabem distinguir contextos»
De acordo com Zulmira Correia, pedopsiquiatra no Hospital Maria Pia no Porto, «todos os miúdos procuram integrar-se em grupos. Uma das maneiras de se ser aceite é usar as mesmas marcas, a mesma linguagem e ir aos mesmos sítios». Este tipo de linguagem escrita é uma «linguagem de grupo».
Em relação às preocupações de muitos pais, a pedopsiquiatra sublinha que o importante é que «a Internet não seja um mero meio de entretenimento, e é nisso que está a tornar-se».
Muitos adolescentes, em vez de socializarem com os colegas depois da escola, ligam-se à Internet mal chegam a casa e «teclam» com eles, o que é «muito prejudicial», pois estes jovens «não adquirem competências, que são essenciais», defende a médica.
No entanto, «para muitos pais é mais fácil deixar que os filhos passem horas no computador. Assim não os incomodam com perguntas, o que está errado. A tecnologia não é má, o que está errado é os pais privarem os filhos da interacção», explica Zulmira Correia.
Para a médica, a solução está numa boa relação dos pais com os filhos, em que «se esclareça os jovens, e os pais saibam o que eles gostam e partilhem gostos e passatempos».
As escolas também têm de ter um papel preponderante, «fazendo questão que as crianças escrevam como deve ser, chamando-lhes a atenção para isso», defende a pedopsiquiatra. Os jovens «têm muita noção de onde estão e dos diferentes contextos».
Será que conseguem mesmo?
Inês, de 17 anos, partilha outra opinião. Contou ao PortugalDiário que «todas as pessoas com mais de doze anos escrevem assim». Como muitos dos seus amigos usavam esta linguagem, a jovem começou a fazer o mesmo. «No início era complicado escrever assim, mas depois habituamo-nos», conta.
Mesmo assim, a escrita não é uniforme e cada um acrescenta o seu estilo. «Cada um escreve à sua maneira, mas com algumas alterações. Uns acrescentam letras a mais, outros comem letras, outros usam só as consoantes. Esses, nem eu às vezes percebo!», diz.
Em relação à causa, não hesita em nomear a Internet. «Todos os meus amigos escrevem assim. A culpa é da Internet que foi influenciar a forma como escrevemos e até veio prejudicar. Já apanhei amigos meus a escreverem assim nos testes, ou em trabalhos. Eles quando escrevem já nem dão conta do erro e entregam assim», relata Inês.

* (Tradução: Porque é que eles escrevem assim?)


Comentários dos leitores
A Origem
Silvestre
2007-03-18 05:51
Isso começou à vários anos e não na internet mas sim nos sms, mas nos sms era para poupar caracteres. Depois também começaram a usar no IRC onde começou a ter as caracteristicas que hoje se ve. No inicio muitas das abreviaturas eram as reconhecidas existindo mesmo dicionários que as incorporavam depois é que virou quase uma isto que nem nome dou e muita da culpa é da série Morangos Com Açúcar que influênciam muitas mentes, tendo as denominadas "pitas" como principal alvo pois tudo o que vêm na televisão é moda e se é moda é giro e se é giro tenho que ter/fazer igual.

forma rapida d scrv
claudia
2006-12-14 12:29
pk é 1a maneira d economizar expaço. Além dixo é mt + rapido scrv ox apontamentox c/abrev numa aula.

Degredo total
Bernardo
2006-09-13 18:41
Linguagem de grupo?Ha miudas da minha turma que fazem composiçoes cheias de x e por ai em diante.E o degredo ,o chamado pita script,que ganhou alento com uma das piores series de sempre chamada morangos.E francamente escrever assim.frekuentemente maluka.Quer dizer ,qual e o trabalho de escrever no plural com um s em ves de um x ou por o k.Porque nao utilizar o c?

ao JT
Vlad
2006-09-13 10:26
"É um atentado há lingua portuguesa! Eu acho."atentado à lingua portuguesa acabou o sr. de levar a cabo. Não distingue "à" de "há" ?Uma coisa é o espírito jovem e passageiro da escrita com "K", outra é o total desconhecimento da língua. Quem tem telhados de vidro, não atire pedras ao ar!

ao JT
Vlad
2006-09-13 10:21
"É um atentado há lingua portuguesa! Eu acho."atentado à lingua portuguesa acabou o sr. de levar a cabo. Não distingue "à" de "há" ?Uma coisa é o espírito jovem e passageiro da escrita com "K", outra é o total desconhecimento da língua. Quem tem telhados de vidro, não atire pedras ao ar!

Portugal Diário, 26.08.2006

quinta-feira, 18 de maio de 2006

A corrente Boss AC


Nunca se tinha visto nada assim. Começou uma grande corrente de sms. Motivo: convencer o Boss AC a cantar no Centro Cultural de Belém à borla. A iniciativa é de uma editora de livros, que lança assim uma nova colecção (...)

Visão Júnior, 18.05.2006
(ver notícia completa aqui)

quarta-feira, 12 de abril de 2006

A revolução dos dedos


A VIVO está lançando "A Revolução dos Dedos", uma campanha que apresenta um novo conceito de serviços de mensagens no celular, lançamento de aplicativos e uma oferta imperdível.

A campanha criada pela agência Fischer América utiliza o mote da revoluçãode atitudes e utiliza a linguagem da fonética, abreviaturas e emoticons,mais conhecida como "ddonês" (linguagem cifrada, muito comum na nova maneira dos jovens se comunicarem). Com um filme em TV, anúncios emrevistas, Internet, spots de rádio e material de ponto de venda, que incluicartazes e até um mini dicionário com dicas de ´´ddonês´´, a ação divulgauma experiência revolucionária de comunicação, totalmente diferente do quejá foi feito no ramo da telefonia e SMS. O filme é estrelado pela modeloBárbara Koboldt, do programa A Noite É uma Criança, da TV Bandeirantes.

Com a campanha, a VIVO apresenta a família de serviços de mensagens, VIVOTorpedo SMS, VIVO Foto Torpedo, VIVO Vídeo Torpedo, VIVO Chat, VIVO E-maile os mais novos integrantes VIVO Moblog, um diário multimídia móvel nogênero mobile blog e VIVO Smack, um serviço de paquera virtual.

Bastante econômicos, os serviços ficam ainda mais baratos, com uma ofertapromocional. De 20 de junho a 10 de julho, cliente da VIVO, em toda a áreade atuação da operadora, se cadastra mandando um Torpedo SMS para o número2000 e durante 20 dias, da meia-noite ao meio-dia, envia dois VIVO TorpedosSMS ou 2 Foto Torpedos e paga apenas um.

A criação da campanha é de Gustavo Diehl, Ricardo "Big" Passos, FlávioCasarotti, Jáder Rossetto e Pedro Cappeletti.

s/d ( ver notícia aqui)

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Jovem quer digitar Machado de Assis pelo celular


Um universitário paulista fanático por mensagens de celular quer ser a primeira pessoa do mundo a digitar por completo um livro clássico usando o teclado do seu telefone. Para facilitar a digitação, todo o processo será feito em "ddonês", um português fonético e abreviado, muito usado por jovens para enviar SMS.
O jovem, identificado somente como Fernando, está publicando, aos poucos, o texto do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (ou Maxado de Acis, em ddonês), em um blog - todo via celular. Até agora Fernando já digitou e publicou dois capítulos da obra.

Leia a seguir uma reprodução, em ddonês, do trecho inicial de Memrias postmas d bras cubas, d Maxado d Acis, retirado do blog http://brascubas.moblog.vivo.com.br/v1/moblog.aspx


Alg1 tmpo hesitei c dvia abrir stas memorias plo principio ou plo fim, i.eh, c poria em 1ro lugar o meu nasc ou minha mort. Suposto o uso vulgar sja comecar plo nasc, 2 considercoes m levaram a adotar dferent metodo: a 1ra eh n sou propriament 1 autor defunto, mas 1 defunt autor, pra kem a campa foi outro berco; a 2da eh q o scrito fikria assim + galant e + novo. Moises, q tb contou sua mort, n a pos no introlito, mas no cabo; diferenca radcal entr este livro e o pentateuco.

Memórias Póstumas de Brás Cubas (versão original)

Portal TERRA, 13.12.2005

Machado d Assis em DDONÊS


Mta gente nos coments tah dzendo q sou um idiota. Naum ligo. Eh obvio q sei screver direito. Naum sou analfabeto.

Soh kero q entendam q o ddones eh 1 jeito agil d se comunicar. Em pco tmpo qqr 1 se acostuma. Eh + facil d ler e d screver. Qd traduzidos p/ o ddones os livros ficam mto + finos e as pessoas naum desanimam p/ ler akele patacaum de paginas. Dah p/ resumir tdo s/ perder o conteudo. Lgo vaum aceitar isso, ao inves de axarem q "apnas retardados screvem dessa forma"

Nguem hj em dia tem sako d ler esse portugues inteiro. As psoas abreviam, vaum direto ao pt. Jah fzem isso no Telecine, em legendas d filme. Eu soh vou inaugurar ste segmento na literatura. Jah fiz o maxado e tenho aki p/ mostrar pros interessados. Stou procurando uma editora p/ m bancar. Dah p ganhar dinheiro com isso, kero vender livros em ddones


Respigado daqui

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Eu acho isto um disparate sem nome

Eu acho isto um disparate sem nome, até porque a dita "linguagemn SMS" não é uma linguagem per se, é um sistema de abreviaturas, e não vejo ninguém por aí a traduzir livros em estenografia.

Ana (http://cantardaerva.blogspot.com/) (blogue entretanto removido)
º º º º º º º º º º ºº
Eu acho uma excelente ideia, como recurso pode ser uma óptima motivação inicial.
Manuel dos Reis (
http://inexoravell.blogspot.com/)
ºº º º º º º º º º º º º º º º º º
seria uma boa ideia se os meninos tivessem capacidade de diferenciação de registo, que não têm. Já é difícil o sufiente conseguir que eles não me ponham coisas como k, y, axo, qnd e outras nos textos que escrevem. E tenho grandes dúvidas que os miúdos que não lêem, comecem a ler por causa disto.
Ana
ºº º º º º º º º º º º º º º º º º
Faça-se a experiência e depois se verá.
Manuel dos Reis

in Forum Sala dos Professores

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Esvaziamento da linguagem é reflexo de menor raciocínio

George Orwell, no livro 1984, falava numa nova linguagem, o new-speak, que o poder totalitário criava para destruir a tradição cultural. Agora, considera o sociólogo, ex-ministro e ex-deputado António Barreto, "temos inúmeros fenómenos de newspeak", com uma linguagem feita de "passwords, palavras-tipo, o santo e a senha, que as pessoas dizem todas já sem pensar, porque são tiques da linguagem sistematicamente reproduzidos por qualquer linha política".

Dois exemplos. "Não há político que se preze que não diga que qualquer coisa que vai fazer é 'um grande desafio' ou 'uma aposta'. Uma pessoa está a dizer que vai decidir criar medidas para promover a agricultura de regadio ou um urbanismo mais decente e declara 'Eu aposto'. Essas coisas não se apostam: elaboram-se, preparam-se, constroem-se e fazem-se. A aposta é exactamente o contrário: é um jogo de azar. E há ainda o desafio. 'Então, porque é que o senhor faz isso?' 'Porque é um desafio.' Normalmente, essa pessoa tem uma ambição ou uma necessidade ou precisa de fazer qualquer coisa."

Agora, sublinha o sociólogo, até se inventam palavras. "No outro dia, um dirigente político importante estava a falar de 'priorização'; um outro já só diz 'disponibilização' em vez de disponível. O número de novas frases que se inventam são típicas de relatórios de burocratas ou de tecnocratas, que eles transferem directamente para o discurso, o que faz com que a retórica parlamentar - que, no século XIX, em Portugal, era fantástica, absolutamente prodigiosa, de qualidade literária -, hoje em dia seja miserável. Raramente há debates que sejam exemplos de retórica parlamentar argumentativa. Os ministros respondem por norma secamente, está-se sempre a dizer que você ou o seu partido há seis anos dizia uma coisa completamente diferente. O que é que o partido não terá dito nos últimos 30 anos? Mil coisas. Há sempre um exemplo no partido para contrariar aquilo que se diz hoje. Isso não é um argumento político, não é um argumento retórico, não é um argumento racional".

Comparando com os parlamento inglês ou francês ou americano, sustenta que nessas assembleias, "em geral, os deputados são mais discursivos, mais argumentadores e muito menos agressivos. Em Portugal, o curioso é que a agressividade está muito pouco no conteúdo do que dizem, mas no tom". Além desse azedume, "as pessoas já levam os discursos feitos para responder - diga o que disser o outro, a resposta já está feita".

António Barreto entende que a actual "democracia de massas, de consumo imediato, proclamatória, de espectáculo, com as sondagens logo no dia seguinte, transformou - no pior sentido da palavra - a linguagem." Simultaneamente, "como a política é cada vez mais visível (televisão, imprensa, escrutino popular), a linguagem está cada vez mais cuidadosa. As pessoas têm medo de reflectir, de pensar em voz alta, de falar à medida que vão pensando. E, portanto, têm tiques e palavras-chave preparados."

E há ainda um outro lado da moeda. "Como o político está a trabalhar para as sondagens, para a opinião pública, para os resultados imediatos, para os noticiários das oito na televisão, reduz o pensamento e a reflexão a frases todas elas cheias de precaução, que é para não correr riscos - e para dizer uma coisa que eventualmente até seja mal compreendida ou que dê para tudo. Isto tem sido terrível!"

Barreto verifica que, "lendo os jornais, nunca se diz que há uma crise; diz-se que já se vê a luz ao fundo do túnel, que amanhã vai ser melhor, que é preciso lutar contra os pessimistas e contra os cépticos, o futuro é que interessa". Isto é, conclui, "um empobrecimento da linguagem. E o empobrecimento da linguagem não é um assunto técnico; é porque há um empobrecimento do pensamento, do raciocínio, da reflexão e da sinceridade."

Agora, "na televisão e no parlamento ouve-se, frequentemente, princípios de frases que não terminam ou onde não há verbo; nunca se sabe quando vem a vírgula, o ponto final, o parágrafo. Ora, falar também é utilizar a pontuação, exige regras para se ser compreendido. Não sou conservador na linguagem; sou conservador é numa língua completa, que traduza um pensamento claro e argumentado." Um renovado newspeak?


Diário de Notícias, 11.07.2005

terça-feira, 24 de maio de 2005

Volver a la taquigrafía


"Los gobernantes y dirigentes de la educación, que mediante la ley federal vigente sacaron a la taquigrafía o estenografía de los planes de estudio de la enseñanza secundaria hace más de diez años, lo hicieron despreciando los esfuerzos que hemos hecho los profesores de esa disciplina para evitar tamaño error. Baste señalar solamente que con el aprendizaje y ejercicio que hacen los jóvenes estudiantes mediante su uso, se les exige un dominio gradualmente avanzado del idioma, tema tan criticado en los tiempos actuales. La persona que escribe en taquigrafía realiza siempre la traducción de lo que hace, lo que involucra un ejercicio indispensable del vocabulario y conocimiento de las reglas del idioma.

"Quienes así procedieron para hacerla desaparecer -y lo lograron- no conocían su utilidad, arguyendo muchas veces en apoyo de esa desastrosa decisión que hay procedimientos mecánicos que la tecnología moderna pone al alcance de las personas.

"Establecer una comparación entre la taquigrafía y el grabador, como muchos lo hacen y se ubican en favor de este último, es una falacia sobre la que habría que hablar mucho. Solamente digamos que una máquina cualquiera es intelectualmente insensible frente a la mente humana. La mano puede ser reemplazada por cualquier procedimiento mecánico; el cerebro humano no. Escribir en taquigrafía será siempre una muestra de ejercicio mental, a despecho de quienes han exhibido una olímpica ignorancia acerca de sus ventajas. (...)


Excerto de carta ao director, da autoria do professor argentino Juan C. Servat, enviada ao La Nation, em defesa da taquigrafia.
Versão integral aqui


Na foto: uma antiga máquina de taquigrafar

terça-feira, 29 de março de 2005

Linguagem de Internet


A Internet criou uma nova linguagem usada por milhares de pessoas, principalmente pré-adolescentes e jovens. Este dialeto se popularizou e chegou à tevê. A rede Telecine estreou uma sessão com filmes legendados em "internetês": é a faixa Cyber Movie. A nova sessão atraiu a ira de vários telespectadores que não aprovaram a nova linguagem. Mesmo assim, a rede já garantiu a continuidade da programação. Com este enfoque o Observatório da Imprensa discutiu se este tipo de linguagem prejudica ou não a língua portuguesa. Falamos também do empobrecimento do português, do uso exagerado dos bordões na imprensa e das simplificações. A Internet pode influenciar no aprendizado da língua portuguesa?

TVE BRASIL, Observatório da Imprensa, 29/3/2005

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

An SMS Romance in 1008 Chinese Characters

A mobile literature channel has been launched in China. The first story is a romance called 'Distance' will be delivered by SMS with versions in MMS, WAP and IVR to follow.

Headquartered in Shanghai, Linktone Ltd has called the new channel “m-Novel”.

The first story is a romantic story titled, “Distance”, written by Xuan Huang, a prominent new-generation novelist from Taiwan. Xuan Huang, a well-known writer, TV and radio host, and flash producer, is the creator of the famous Taiwanese flash character, “A-Kuei”, a grade three student whose stories mirror part of the life of grown-ups. Xuan Huang has also been a columnist for the leisure sections of several print publications in mainland China and Taiwan.

Distance is a winding love story of a young couple that becomes acquainted because of a mis-sent SMS message. As Chinese characters are double-byte, the story only has 70 Chinese characters in each SMS message. The whole story is 1,008 Chinese characters told in 15 chapters with one chapter sent each day.

“Distance” will be initially offered in serial format via Linktone's SMS platform. Linktone expects to expand the story and channel to its other wireless service platforms such as multimedia messaging services (MMS), wireless application protocol (WAP) and interactive voice response (IVR). As well as the mainland China launch, a Taiwan-based wireless service provider is also launching the story.

The company has prepared a series of further stories for the “m-Novel” channel including another serial from Xuan Huang – “Cold Love in Taipei”.

Chief executive officer of Linktone Raymond Yang claimed that “The initial market response has been very encouraging.”


Fonte: 160 characters - SMS & mobile messaging association, 19.11.2004

sábado, 25 de setembro de 2004

eu aki vou falar de ppl bacano, de cenas curtidas k tenhamos vivido

Bem como esta tudu numa onda de criar blogs, eu decidi nao ficar pa tras e entao pa aki esta! (...)
1-kero dixer k o nome do blog ou seja NO NAME nao teem nada a ver com akela claque dakele clube k nem o nome aki teem direito a ser pronunciado.....
2-Nao vou dixer o meu nome pk keem ca veem em principio sabe, e se nao souber epa pode me pg k eu lg vejo se rxp......
e 3- eu aki vou falar de ppl bacano, de cenas curtidas k tenhamos vivido e acima de tudu vou insultar ao maximo os meus amigos(ou nao)!!e prontos ao maximo e isto......espero k kurtam senao olha azar!!


25.09.2004 (versão integral aqui)

terça-feira, 1 de junho de 2004

"FRAYEURS SMS" de Phil Marso - Le 1er livre bilingue en langage français & SMS


«FRAYEURS SMS» (112 pages - Editions Megacom-ik) de Phil Marso 15 €. (Port compris) et dédicacé par l'auteur.

Janvier 2004, Phil Marso publiait "Pa SAge A TaBa vo SMS", le premier livre en langage SMS. Une expérience interdite pour les défenseurs de la langue française… L'ouvrage était comparé au film culte "Massacre à la tronçonneuse" par un grand quotidien.

"Frayeurs SMS " répond donc à cette attente avec six nouvelles courtes qui vous glaceront d'horreur, au même titre que la réception d'un SMS haché menu sur l'écran cristallin de votre mobilou. Phil Marso, pas en reste, vous propose de vous faciliter la lecture SMS par des astuces originales qui vont enfin donner ses lettres de noblesses au SMS tant décrié. La page de gauche est en français, la page de droite en SMS
01.06.2004